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sábado, 11 de agosto de 2012

Quando seguimos caminhos diferentes - 2° parte


(...) Quando tudo dá certo, mas a vida não deixa...

1° parte: http://relicario-palavras.blogspot.com.br/2012/04/quando-tudo-da-certo-mas-vida-nao-deixa.html

=)

Quando conhecemos o outro e compartilhamos, podemos entender que a vida é um círculo e uma energia, que sem controle se move, entendendo ou não estamos nesse processo.

Mesmo estando envolvida neste processo em alguns momentos de nossa vida as coisas fogem do que achamos ter controle...



Não que o coração pulse menos ao pensar nela, é simplesmente porque aquele buraco negro que existia em mim também estava nela. Então a nossa conexão era mais forte.


Juntas cuidamos com o nosso melhor, buscamos nos amar incondicionalmente e se preocupar com a dor uma da outra e a medida que o tempo passava fomos sendo curadas.


Quando decidi sair da casa dela naquela tarde, senti que parte do meu coração ficava pra trás. E realmente ficou. Senti dor por respirar durante um tempo, e meus pensamentos ficavam presos a cada detalhe dela. Ela havia me ensinado a respirar antes de atropelar todo o dicionário com palavras sem conexões que saiam com o intuito de descreve a falta e a dor que eu sentia.




Por algumas semanas tentei manter o minimo de dignidade e não procurá-la, mas o orgulho não foi maior que a falta do som da voz, do cheiro e calor da pele, a conexão de pensamentos e a simples presença.



Só que nem sempre a outra pessoa está a disposição da nossa "bipolaridade", Ela me explicou que sentiu essa dor quando eu fui embora, e que também sentia minha falta, mas nossos corações, apesar do amor mutuo, precisava de outra parte que naquele momento não era nenhuma de nós duas.
Por saber que isso era verdade não questionei. Foi mais uma despedida difícil.



Nos encontramos mais algumas vezes e todas essas com tom de despedida e a conexão foi ficando mais dolorosa, então evitávamos isso. Embora longe, sentia quando ela não estava bem e eu orava.. Pedi a Papai do Céu que a protegesse, e que fosse aonde eu não podia ir...



As vezes eu sonhava com um Anjo. Ele a conhecia. Um dia ele me levou até ela, cheguei bem devagar em sua cama e a abracei e dormi ali...
Ao acordar, em meu quarto, pude sentir o cheiro dela em meus braços. Foi um sonho, mas me senti feliz por ter um Anjo que cuida dela agora.



Hoje percebo que me mantive ligada nela por tempo demais. Sim, ligada de uma forma errada, porque tratava-se de dor, de falta, e não precisava ser assim. Porque o circulo prossegue, o coração não para, e os sentimentos mudam.
Me sinto feliz por minha vida e pelas escolhas que assumi. Obtive muito aprendizado com esse amor'.



Ela vai ser sempre importante para alguém, assim como ela é para mim.
Hoje consigo pensar nela como uma parte muito bonita da minha vida. Me sinto feliz por saber que o coração dela foi curado e ela está como deveria estar.




Eu continuo com as constantes mudanças, mas hoje me encontrei e estou feliz comigo.



Demorei um pouco pra concluir essa história porque precisava ter a certeza que os sentimentos colocados aqui estavam certos.



Não importa quanto tempo gaste pra se apaixonar, ou o tempo que gaste pra aprender a viver sem a pessoa, e até mesmo se apaixonar muitas vezes por aquela mesma linda pessoa que estava aqui o tempo todo...
A gente tem tempo!


Agora não preciso mais escrever sobre você nem sobre nossa história, porque agora chegou ao final feliz...
Quem sabe consigam colocar sua alma nessa história e possa compreender que nessa vida não perdemos ninguém, que pessoas vão e outras chegam e que o que não muda é o amor'



^^


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Amor - Jovem amor....




Quando Bryan chegou na casa dos meus pais sentiu um grande alivio, por poder estar em um lar aconchegante. A vida de morar sozinho sempre lhe pareceu um sonho bom! Mas a nostalgia causada pelo silencio, chão frio e tudo sempre do mesmo jeito que deixava, o fez sentir falta desse lugar.
A vida em uma cidade que fica ligada 24 horas por dia, nem se compara a pequena cidade do interior de Minas Gerais em que foi criado. Uma bela cidade, cercada por água e por um cerrado de tirar o fôlego!
Após um ótimo banho e um descanso merecido, foi dar uma volta na rua de casa, rever os vizinhos.
Encontrou uma antiga amiga - Angela, que descrevia como as coisas haviam mudado em tão pouco tempo. Em meio a conversa chegou uma amiga dela. Ela a apresentou Helena. Uma moça simpática. Conversou pouco e logo se despediu.
Prosseguiram com a conversa, e o celular da Angela apitou, ela sorriu e  mostrou o torpedo:" -Angela, achei seu amigo lindo".
Quando Bryan percebeu que a mensagem era pra ele, pediu que me desse o numero do celular de Helena que ele mesmo respondesse o torpedo.
"- O amigo dela também te achou linda".
Este foi o inicio de uma boa conversa. Quando retornou para casa, trocaram mais alguns torpedo e decidiram se encontrar para se conhecerem melhor.
A tarde se encontraram no lago. É o lugar favorito desde criança, sempre que estava na cidade não deixava de ficar horas a fio neste lugar tão lindo.
Conversaram muito, Helena contou sobre sua escola, seu grupo de amigos, suas perspectivas de crescimento pessoal e profissional. Bryan identificou em Helena que apesar da pouca idade, ela apresentava características que pertenciam a ele mesma quando tinha a idade dela. Ela ainda estava no ensino médio, mas já demonstrava convicção no que esperava de seu futuro. Ele contou um pouco sobre sua experiencia na faculdade e a segunda mudança para cursar uma especialização. Ela sempre o bombardeava de perguntas e questionamentos.
Concordaram e discordaram de muitos assuntos, mas a conversa  seguia bem amigável. E em um momento de silêncio, se beijaram.
Um beijo tímido transmitia uma certa insegurança. Interrompendo o beijo se olharam fixamente para entender suas reações, ela sorriu e se beijaram intensamente.
Este foi apena o inicio de muitos beijos, carinhos e encantadores encontros.
Helena o acompanhou em muitos lugares que sentia saudades, e mostrou seus lugares preferidos também. Bryan não pensava em nada além do que estava vivendo no seu lugar preferido, nas suas raízes.
Faltando apenas dois dias para suas férias acabarem e voltar para rotina corrida, chamou Helena para conversarem.
Explicou que suas feriam acabariam logo e que precisaria voltar, disse como tudo que haviam vivido o fez feliz, que aqueles dias foram muito especiais, e que ela era uma menina incrível que não a esqueceria.
Ela não quis conversar. Apenas disse que se preferia deixá-la e esquecer tudo o que viveram ele podia ir naquele momento, não precisava inventar desculpas, nem se explicar. Se virou e foi embora.
Bryan se senti frustrado por causar esse tipo de sentimento. Percebeu que as vezes a idade fala mais alto, e  não poderia abandonar sua vida pra voltar a ser adolescente de novo. Se lembrei de quando tinha a idade dela, dos sonhos que tinha, dos amores que perdeu das pessoas que deixou pra traz quando resolveu ir embora. E mais um vez faria isso.
Bryan tentei conversar com Helena novamente antes de ir embora. Inútil tentativa, ela preferiu evitar despedidas, conversas e promessas desnecessárias. Angela disse que ela gostou muito de estar com ele, e por gostar é que preferiu se afastar pra não ter que sentir falta depois.
Retornando para sua rotina corrida, com a sensação de deixar algo importante para traz. Mas a vida é assim mesmo, temos que abrir mão de algumas coisas pra conseguir outras.
- Aprendi com Paulo Coelho a lidar com esse tipo de sentimento: " Em todos os ferimentos de amor, também chamados "ruptura", o único medicamento capaz de fazer efeito é o tempo. Não adianta procurar consolo em cartomantes (que sempre diz que o amor perdido irá voltar), nem em livros românticos (cujo final sempre é feliz), nem novelas de TV (onde tudo dá certo no final) ou coisa do gênero. Deve-se sofrer com intensidade, evitando-se por completo drogas, calmantes, orações para santos. Álcool só é tolerado em um máximo de dois copos de vinho por dia.

" Quem jamais foi ferido por amor´ não pode dizer:"VIVI". Porque não viveram."
(Paulo Coelho).



^^

terça-feira, 17 de abril de 2012

Quando tudo dá certo, mas a vida não deixa - Conto de Love... ( 1° parte)



 Quando cheguei a casa dela naquela noite, era apenas mais um dia em que aquele buraco negro que criou dentro de mim precisava ser controlado. Sempre que eu estava perto delas toda a dor se amenizava.
Quando o rompimento com a descoberta, e o então motivo de suas mudanças acontece, toda a sua estrutura é abalada. Foi um termino difícil e sem explicação que doía muito.
Ela sempre me esperava na porta com um sorriso lindo, e sempre dizia meu nome de uma forma que eu adorava ouvir.
- Que bom que você está aqui!
- Ah, é como se você não soubesse que eu voltaria.
Porque eu sempre voltava, não sei se por ela me fazer sentir que eu podia suportar toda aquela dor, ou se era porque com ela podia ser ela mesma, e isso se transmitia gentilmente para mim.
Da janela do quarto eu não conseguia ver muita coisa, observava que as árvores cobriam parte da bonita paisagem de serrado, mas meus pensamentos logo estavam longe demais pra observar qualquer coisa além de mim mesma. Ela tinha esse poder de me fazer enxergar dentro de mim. Ela permanecia sentada me observando e eu olhava pela janela.
Quando percebi já estava me soltando, e mais uma parte do buraco negro não doía tanto. Tentavam entender como ela fazia aquilo, quando ela me abraçava ou beijava pegava toda minha dor, preocupações, cansaço, e depois sorria. Eu sorria de volta.
Nessa transição de sentimentos, às vezes perdemos o controle, e além de somente pegar a dor do outro, deixamos muita coisa de nós. E não temos idéia do que esse fragmento pode causar.
Quando duas pessoas estão muito próximas, e compartilham do mesmo sentimento isso pode acontecer. Ela acredita ser um dom. Cada um de nós tem algo inexplicável consigo mesmo, que prefere chamar de dom. Eu prefiro chamar de sentimento compartilhado.
Ela não entendia, que enquanto pegava minha dor, eu sentia seus desejos, medos e sentidos, vasculhava o que podia porque isso me deixava viva, me fazia sentir as veias pulsantes, sentia aquele frio que começa da ponta dos pés até os fios do meu cabelo.
A intenção não era invadir a privacidade dela, mas isso não estava no controle. 
As lágrimas são a faxina que fazemos de dentro pra fora. E com a dor dela, descobri que eu podia suportar a minha dor. Quando conhecemos o outro e compartilhamos, podemos entender que a vida e um círculo e uma energia, que sem controle se move, entendendo ou não estamos nesse processo.
                     
^^

                                                                                                                      (A.Souza)